Finalmente foi lançada uma rede legalizada para download gratuito de músicas via peer-to-peer.
Pra quem não associou o nome à pessoa, lá vai uma micro explicação. Peer-to-peer é aquele mesmo sistema de compartilhamento de arquivos online usado pelo falecido Áudio Galaxy e pelo super pop Emule.
Mas vamos ao que interessa:
Ainda na versão beta (e por isso bastante instável), no Qtrax é possível encontrar músicas dos catálogos de grandes gravadoras como Sony, EMI e Universal Music. Tudo 100% free.
Como o sistema ainda está em testes, muitas músicas e artistas ainda não estão disponíveis.
É bom lembrar que o serviço ainda não está aberto para o Brasil, portanto se você for lá e baixar algum arquivo, estará incorrendo na ilegalidade tanto quanto se estivesse usando o Torrent.
O que me deixou mais desconfiada foi o lance dos arquivos estarem livres de spywares. Isso é muito difícil hoje em dia.
E esse negócio de não ter nenhum tipo de cobrança escondida nas entrelinhas do contrato de aceitação (aquele que todo mundo clica em “eu concordo)…
Eu sei o que você está pensando.
Que isso tudo é bom demais pra ser verdade.
Se você for como eu, que só se convence lendo outras fontes, a Wired, a Forbes e o The Guardian estão aí pra não me deixar mentir.
Quando você se convencer de que as coisas estão mudando pra melhor, definitivamente, e pro nosso lado, faça uma experiência extra-sensorial imaginando como seria a sua vida com o Emule legalizado.
…Sem peso na consciência (já que o artista ficará feliz por ter seu trabalho divulgado mais rapidamente, venderá mais shows e ficará ainda mais milionário);
… Sem se arriscar com a justiça (já que o sistema é totalmente legalizado);
… Sem encheção de saco (já que toda vez que seu pai assistir uma notícia na TV sobre pirataria, não vai mais lhe dizer aquela frase maldita: “Tá vendo? Você com essa mania de pegar coisa na internet!! Qualquer dia a Policia Federal vai bater aqui na minha porta!!”);
…Sem medo de receber um cavalo de tróia (já que os arquivos estarão livres de vírus e de spywares);
…Sem raiva (já que ninguém vai mandar música bombada de propósito pra você);
…Sem avareza (já que você não vai ter que pagar pelos arquivos).
É, meu irmão…é o fim da Itunes Store.
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Confessionário
Em 2004 um amigo me sugeriu uma banda totalmente desconhecida. Fui na Livraria Cultura comprar o disco, mas infelizmente eles não tinham recebido nenhum cd dessa banda ainda. Fui na Aky Disco (ou alguma outra genérica, já que a Saraiva Mega só chegou aqui em 2005) e também não encontrei o que queria. Terminei baixando as músicas através do Emule. Ouvi e pirei. Um tempo depois fui à Espanha, onde tive minha primeira experiência comercial com o MUSE, e comprei um DVD e dois CDs – o Hullaballo e o Absolutions – um deles, inclusive foi aquele tal que baixei da internet em 2004. Desde então, não consegui mais parar de gastar dinheiro com o Muse. Lançaram “Black holes and revelations” e eu comprei. Lançaram “Haarp – live in Wembley” e eu comprei. Este mês o MUSE fará três shows no Brasil. Em dois deles eu estarei lá, emocionada e apaixonada. Amor tão grande que nasceu graças às maravilhas da transferência de arquivos via P2P.
Steve jobs tem um plano de tornar a iTunes Store inteiramente gratuita. Ele fez uma pesquisa e descobriu que os usuários preferem pagar um pouco mais na hora de comprar os iPods e depois não terem que pagar mais pelas músicas. A Apple então repassaria uma parte do dinheiro ganho com cada iPod às gravadoras. Mesmo já tendo comercializado mais de 5 bilhões de músicas na iTunes Store, a Apple ainda ganha mais dindin com a venda de iPods.
E que parada é essa de moderar comentários? Cadê a liberdade de expressão?